Os técnicos de campo da Telefônica/Vivo — instaladores, reparadores, ativadores de fibra, manutenção de rede e suporte externo — estão entre os profissionais que mais sofrem violações trabalhistas no setor de telecomunicações.
Mesmo contratados por terceirizadas, muitos atuam diretamente para a Vivo, seguindo ordens, metas, roteiros e padrões de produtividade definidos pela própria tomadora. Isso acontece há anos e já gerou um volume expressivo de decisões reconhecendo terceirização ilícita, vínculo ou responsabilidade da Vivo.
Se você trabalhou em campo para a Vivo, é importante saber: existe grande chance de ter direito a valores que nunca foram pagos.
A KSC Advogados atua desde 2009 defendendo trabalhadores de grandes empresas, e possui experiência prática em processos envolvendo a Telefônica/Vivo, terceirizadas e equipes de rede.
Principais problemas enfrentados por técnicos da Vivo
1. Terceirização irregular em atividade-fim
Técnicos executam tarefas essenciais da operação:
– instalação de fibra;
– reparos;
– manutenção de rede;
– ativação e troca de cabos;
– atendimento em campo com roteamento diário.
Mesmo assim, muitos são contratados por empresas terceirizadas. Quando o trabalho é 100% alinhado à operação da Vivo, com ordens diretas, uso de sistema e metas da tomadora, há fortes indícios de terceirização ilícita.
Isso pode gerar:
➡ reconhecimento de vínculo direto, ou
➡ responsabilidade subsidiária da Vivo.
2. Horas extras não pagas (jornadas extensas)
É comum que técnicos enfrentem:
- início da jornada antes da base (para retirar equipamentos);
- fim da jornada após deslocamentos longos;
- horas extras sem registro;
- tempo de deslocamento ignorado;
- sobreaviso disfarçado.
A Justiça reconhece esses períodos como horas extras, com reflexos.
3. Sobreaviso e plantões sem pagamento
Técnicos frequentemente permanecem “à disposição” mesmo fora do horário, aguardando chamados e urgências.
Isso caracteriza sobreaviso, com adicional de ⅓ da hora.
4. Risco elétrico e adicional de periculosidade
Grande parcela dos técnicos trabalha:
- próximo à rede elétrica;
- em postes;
- em áreas com alta tensão;
- em situações de risco direto.
Muitos têm direito ao adicional de periculosidade, inclusive retroativo.
5. Acidentes de trabalho e deslocamentos perigosos
Quedas, choques, colisões em moto/carro e lesões por esforço repetitivo são comuns.
Em casos graves, podem gerar:
- indenização por danos morais;
- pensão mensal;
- danos materiais;
- estabilidade acidentária.
6. Metas abusivas e pressão da supervisão
Mesmo terceirizados, muitos recebem metas diárias diretamente dos gestores da Vivo, o que evidencia subordinação.
Cenas comuns:
– cobranças por WhatsApp;
– acúmulo de ordens de serviço;
– pressão por velocidade e número de instalações.
Essa pressão abre espaço para indenização por danos morais.
Como um advogado trabalhista especialista em técnicos da Vivo pode ajudar
1. Entendimento da rotina real do técnico
Nós analisamos como era sua operação:
– de onde saía;
– quem passava as ordens;
– que sistema utilizava;
– como eram as metas;
– quanto tempo realmente trabalhava.
2. Coleta de provas que fortalecem a ação
Orientamos o trabalhador a reunir elementos como:
- prints do sistema interno utilizado;
- roteiros diários;
- ordens de serviço;
- conversas com supervisores;
- fotos de atividades;
- testemunhas;
- histórico de acidentes.
Essas provas são essenciais para demonstrar subordinação à Vivo ou violação de jornada.
3. Cálculo dos valores devidos
Dependendo do caso, o técnico pode ter direito a:
- horas extras;
- adicional de periculosidade;
- adicional de sobreaviso;
- reflexos (férias, 13º, FGTS);
- indenização por acidente;
- diferenças salariais;
- danos morais.
4. Ação judicial com alta taxa de êxito
Casos de técnicos da Vivo têm histórico consistente de decisões favoráveis, especialmente em terceirização ilícita e jornada.
A ação pode ser movida mesmo após o desligamento.
Perguntas frequentes de técnicos que trabalharam para a Vivo
“Fui contratado por terceirizada, mas seguia ordens da Vivo. Tenho direito ao vínculo?”
Sim. Esse é o cenário clássico de terceirização ilícita reconhecida pelos tribunais.
“Eu começava a trabalhar antes de chegar na base. Isso conta como horas extras?”
Conta. Qualquer tempo à disposição deve ser pago.
“Trabalhava perto de rede elétrica. Tenho direito à periculosidade?”
Na maior parte dos casos, sim.
“Ficava de plantão à noite e fins de semana sem receber. É legal?”
Não. Isso caracteriza sobreaviso.
“Sofri um acidente de moto indo para uma instalação. A Vivo responde?”
Pode responder. Acidentes em deslocamento podem gerar indenização.
Se você atuou como técnico, instalador ou reparador na Vivo — diretamente ou por terceirizada — e acredita que sua jornada, segurança ou vínculo foram violados, entre em contato.
A KSC Advogados já atuou em diversos casos envolvendo técnicos de telecom e pode ajudar você a recuperar valores significativos.
Conte seu caso sem compromisso. Atendimento humanizado, rápido e sigiloso.